quarta-feira, maio 07, 2008

A SAGA DAS REUNIÕES - COMITES NUMEROSOS

Frequentementemente me interrogo sobre a real eficácia de 80% das reuniões a que vou. A partir de agora tudo se torna mais claro com a leitura deste estudo.

A que ilustro, embora pouco numerosa deve ter sido pouco produtiva

quinta-feira, abril 24, 2008

O CHARME E A FORÇA DISCRETAS DA MATERNIDADE



Estas imagens, confesso, por mais vezes que as veja despertam em mim uma enorme comoção dada a amálgama de sentimentos tão díspares mas tão fortes.

Em várias conversas e com interlocutores variados, tenho tido que além de achar Hillary uma candidata mais sólida, creio que sería um sinal importantíssimo para a Humanidade estar uma mulher à frente dos destinos dos EUA e do Mundo (goste-se ou não). Obama, para além da cor, não deixa de ser homem. Sería certamente um sinal da evolução da espécie.

Espanha, através de Zapatero deu este sinal. Nós, lado-a-lado damos passos atrás, retrógados, como com este abominável anúncio de um novo telemóvel da TMN para o dia da mãe.

E viva España!

terça-feira, abril 22, 2008

Antes da Eruca e depois da Eruca: A.E; D.E



Silvestre versus doméstica, de qualquer tipo, é verdadeiramente imprescindível. Percebo agora o sabor amargo dado ser aparentada com a mostarda, é isso mesmo!

Para mim tudo mudou desde que se massificou. É rara a salada que não ache deficitária destas folhas. O sabor é-me tão prazenteiro que muitas vezes saboreando alguns alimentos que em tempos achava completos, me acontece pensar que sem aquele sabor amargo estaladiço, jamais serão o que alguma vez foram.

Tenho uma amiga de quem gosto muito que diz que frequentemente se senta a ver televisão a deliciar-se com simples folhas de rucula, assim, sem mais nada. Aqui há dias ao ver o magnífico Olivier, quase a terminar umas banais sanduiches, disse que achava que faltava qq coisa e "ah, já sei, rucola!". É um pouco isto que também sinto.

Li numa destas revistas que aos fins-de-semana acompanham os semanários, que em português se deveria designar eruca e de facto o nome da "doméstica" é: Eruca sativa, sendo o da silvestre, Diplotaxis ericoides. Li também que tem várias propriedades que a recomendam: rica em vitaminas A e C, ferro e até nalgumas referências, com propriedades afrodisíacas o que nos tempos que correm é importante.

sexta-feira, abril 11, 2008

1 2 3 experiência

Pois em honra da excelentíssima e venerada Miss Pearls, cá vai um desejo de excelente fim-de-semana, eficazmente linkado.

quinta-feira, abril 10, 2008

segunda-feira, abril 07, 2008

CANTEEN FOOD



Os meus 3 filhos são aquilo que popularmente se designa por “boas bocas”, comem de tudo, com gosto e em quantidade. São naturalmente assim e prezo muito essa sua qualidade, pois acho verdadeiramente ser uma questão de princípio. No infantário que os mais velhos anteriormente frequentavam, há uma senhora que cozinha in loco e bem. Vinham sempre satisfeitos. À pergunta da praxe: “almocinho?”, a resposta era, invariavelmente, “óptimo”. Muitas vezes a brincar dizia que adoraria ir lá almoçar com eles, se me poderiam convidar. Nunca foi e sempre diziam, “ a mãe não pode, é só para nós”. Há 3 anos, a mais velha foi para escola primária, pública, onde, na maioria dos casos as refeições são fornecidas por uma empresa, seleccionada pela Câmara Municipal, neste caso de Lisboa. Desde o início que sempre tornei claro que iriam “comer da escola” pois achava que era o que me parece certo pois não só é mais prático para todos, como me parece importante para o desenvolvimento de uma criança, adaptar-se a novas situações, sejam elas quais forem, desde que obviamente não lhe sejam nocivas. Lembro-me da primeira vez que entrei para proceder ao pagamento das ditas refeições, numa ínfima salinha ao lado do refeitório, ter ficado atónita, com as restrições que alguns pais procuravam impor ás senhoras que lhes distribuem as refeições: “o meu filho do 2.º…., não gosta de arroz” ou “a minha filha do 4.º….não come peixe.” Certamente que nada daquilo é respeitado pois há lá tempo e paciência para “mimos” destes!
Enfim, lá encetamos as comezainas. Inicialmente até achava graça ao facto de ela e umas primas que vivem do outro lado da cidade, comerem exactamente o mesmo. Ao fim de pouco tempo, passou a queixar-se de forma constante e persistente: - “a comida é intragável”; “está sempre tudo gelado”; “os talheres estão imundos”; “A sopa parece cerelac”; “a carne sabia tanto a porco que nem consegui comer”; “como é que a mãe quer que eu descasque fruta com talheres de plástico?”; “a carne era tão dura que parecia uma sola”; “as primas já levam de casa”; etc, etc. Se fosse com outros miúdos, poderia achar que era uma mera forma de pressão, com os meus filhos o caso tem-me dado que pensar e já lá vão 3 anos que, estoicamente, resisto a estes desesperados apelos para levar comida de casa em vez de comer da cantina da escola.
Um dia, em conversa com uma irmã minha mais nova, de forte influência anglo-saxónica, queixava-se esta minha filha mais velha, fazendo descrições pormenorizadas da fraca qualidade que encontrava na comida. Após uma longa descrição, achando que tinha sido verdadeiramente convincente, respondeu-lhe a tia interlocutora, de forma redutora : “it’s canteen food”, como haveria de ser?! Este episódio, nomeou o post.
Assim fomos continuando embora tivéssemos feito um acordo tácito que quando o meu filho do meio fosse para lá, poderíamos rever a situação pois se os outros comem de tudo e bem, ele é o auge: há uns anos, ao sair do dito infantário onde quase sempre se comia bem, à pergunta: “almocinho”, respondeu com o ar mais natural do mundo: “batatas com espinhas”, sem qualquer rancor na voz, era apenas aquela a ementa do dia! Essa entrada deu-se no início deste ano lectivo. Inicialmente este meu filho rapaz (o único no meio de girls), foi-me dizendo que as sopas eram óptimas, que afinal eram alarmes falsos da mana mais velha, mas à medida que o tempo vai passando, passou a ser quase mais contundente nas críticas. Ontem tudo culminou ontem, em resposta à pergunta “almocinho?” “ a mesma MERDOVSKI de sempre!”
O QUE FAZER AGORA?!

sexta-feira, abril 04, 2008

Entardecer da vida (em conjunto)

Sala de espera:
um casal, ele com cerca de 70 anos e ela com 60s e tal. Após um exame médico cujos resultados, creio que seriam determinantes, ela explica-lhe, vagarosamente, que tudo estava bem. Diz-lhe ele , com um sorriso aberto, "que bom, sinto-me tão aliviado". A mulher, depois daquela reforçada dose dupla de energia, diz-lhe que irá ao cabeleireiro arranjar o cabelo. "mas está lindo assim", responde aquele adorável marido. Ela retribui com um beijo que coloca ao de leve na face dele. A tudo assisti ontem, com ternura.

terça-feira, abril 01, 2008

Ainda que correndo o risco de ser interpretado como a "mentira do dia", aqui vai:

"COMO É Q ARRANJA TEMPO PARA MAIS ESTE FILHO ? GOSTEI IMENSO DO ESTILO DO BLOG, REFLETE O SEU ESTILO PESSOAL - ESPONTÂNEO MAS REFLEXIVO, ACTUAL MAS COM VALORES, SÉRIO NO REALISMO DOS PROBLEMAS MAS LIGHT NA FORMA...E COM BOM GOSTO, CLARO ! "

(tele) NOVELAS PORTUGUESAS

Re-descobri o prazer de as voltar a ver, agora que os meus filhos mais velhos se tornam, cada dia, mais crescidos. Tem sido um "programa e pêras". Sempre que podemos, à noite, à hora a que começam, apesar das minhas ordens constantes, repetidas até à saturação para que cumpram todas as tarefas que permitem uma vida em sociedade familiar com qualidade, lá tentamos estar todos juntos para mais uma risota colectiva. Nesta fase da vida é essencialmente que sejam portuguesas na medida em que as vemos for the fun, apenas. É um gozo identificar-mo-nos com a língua, as expressões, as cidades, a arquitectura. A história, no entanto, é na maioria das vezes verdadeiramente inverosímil, daí o "programão" quase a raiar o cultural de chamar a atenção para a decoração da casa, para os diálogos para as relações entre as personagens, etc, etc. Mas o clímax é atingido com os pequenos almoços! Haverá tantas casas assim em Portugal com tantas criadas e sempre fardadas, impecáveis logo ás 07 de amanhã?! O ratio patrão/criada é elevadíssimo, o que creio acentua a nossa insularidade face ao resto da Europa mas essa é outra questão. Bom mas dizia, os pequenos almoços que todos os membros da família sempre tomam em conjunto, ainda que a espumar de raiva uns contra os outros?! Mesas preparadas com litros de variedades de sumos, sempre em jarros de cristal, bolos, tostas, pão fresco, fruta cortada?! Quem toma pequenos almoços destes em dias úteis?! Sempre gostaria de saber............. A predilecção pelas frutas tropicais é patente. Será que conferirá, na cabeça dos criadores dos argumentos, algum status social?

Invariavelmente acaba o programa para enorme privilégio nosso, com a minha filha mais velha a imitar algum dos personagens e os restantes espectadores domésticos a rirem. Serve para isto, um momento de calma e partilha de disparates. Imagino que o meu dever de mãe nesta fase devesse ser mais erudito em termos de partilha com os meus filhos mas nesta fase da vida não dá para mais..........................................................

terça-feira, março 11, 2008

SEMPRE AS DUALIDADES A PAUTAREM A VIDA

Muitas vezes quando estou com pessoas de quem gosto muito mas que por força da vida, o contacto não é tão frequente como desejaria e tanto, tanto fica para dizer, conversar, desmontar, voltar a montar..........., sonho em conseguir EDITAR o TEMPO. Corta, colar, acrescentar...........enfim, conseguir ter a disponibilidade temporal de há uns anos atrás mas sendo quem sou agora, com a minha realidade actual, a minha maturidade e ficar horas a fio, a desfiar a vida e a voltar a tecê-la de novo: conversar sobre sentimentos, política, moral em geral, culinária, rir, whatever, conversar sem demoras. Ontem, com a presença do meu pai para jantar, com todos à mesa, a conversa foi obviamente parca, sempre entrecortada com ordens para irem para a cama, lavando (bem) os dentes, conselhos para a mais pequenina não cair do sofá, etc, etc, etc. Quando achei que eram horas, em parte por isso mas também em parte por puro egoísmo, pus a minha filha mais pequenina (2 anos) na cama. Se calhar por achar que também ela tinha tanta coisa para contar ao avô, revoltou-se e foi choramingando. Quando após várias tentativas falhadas dos manos para a tranquilizarem fui lá eu, já chorava a sério e dizia que lhe doía um ouvido. Sabia eu, como sua mãe (plenamente convicta de que lhe leio a alma) que na verdade não era o ouvido que doía. Com pouca paciência, peguei-lhe ao colo e dei-lhe água. Com a água disse-me timidamente que a dor de ouvido passara. Depois fiz-lhe uma festa na cabeça e dei-lhe um beijinho; disse-me ao ouvido: obrigada mãe. Quase chorei com a força destes sentimentos tão puros. Tive vontade de despir o meu bibe de educadora e trazê-la de novo para a sala mas não o fiz e pu-la na cama de novo onde, serenamente, adormeceu. Creio que deve ter sonhado com conversas com o avô, "meu amigo", como o caracteriza.

quinta-feira, março 06, 2008

compras online - JUMBO, aqui vou eu!
















ai, concorrência............
Ontem, como todos os meses de um par de anos a esta parte, mais concretamente, creio que desde a época das gravidezes iniciais e o cansaço inerente a fazer compras "grandes", recebi a encomenda das compras do continente online. Inédito, entregaram tudo, não ficaram os lacticínios, nem as fraldas, nem os ovos na carrinha!!! "o meu colega vai levar amanhã................." "mas, oiça, eu preciso das fraldas hoje!". Resultado, frequentemente por tanto protestar, oferecem em troca a taxa de entrega seguinte.
Avisada (e não em sonhos), que em vez de umas barras de queijo flamengo (assim dito soa mal, mas o queijo é óptimo e tem 5 incondicinais fãs cá em casa), ia igual quantidade mas fatiada (2 kg de queijo em fatias! "...que disparate, onde se arruma e desta forma os miúdos comerão muito mais!" Enfim, FORRETICES). Afinal chegou numa mega barra com 2,5kg! Ao conferir à noite a factura, ver o Dr.House e emparelhar meias, tudo em simultâneo, vi que me tinham cobrado €62 pela dita barra ou deveria dizer, lingote de queijo! Esta manhã protestei veementemente. Que pediam descupa, que ofereceriam a próxima entrega (!) e que me reembolsariam o dinheiro! Bolas mas o que eu quero é ficar com o queijo! Ridículo dos ridiculos , estive cerca de 15 minutos ao telefone com a menina do atentedimento só para lhe explicar que quero apenas ficar com a barra de queijo em meu poder!! Nada, tenho que entregar e têm que me devolver o dinheiro. Burocracia online para dar e vender. Assim, sem apelo nem agravo, lá terei que entregar e ir comprar queijo somewhere else, o que queria a todo o custo evitar.
Hoje mandei carta de reclamação (pufff, que seca!). Efectivamente creio que desta é que é, tenciono desistir deste serviço pois é desgastante todos os meses ter que apresentar uma reclamação mas é sobretudo extenuante não observar melhoras no serviço, apesar das reclamações recorrentes. Creio que irei adoptar a técnica de um parente antigo que frequentemente reclamava mas fazia-o através de "bilhetes postais" para dar conhecimento aos directamente visados e a mais alguém que olhasse. Pode ser que seja mais eficaz.


sexta-feira, fevereiro 29, 2008

novo mundo versus velho mundo













Após meses de silênciosa ponderação, com sonhos, pesadelos, ansiedades, serenidades, creio estar da minha parte a decisão tomada: apesar da lingua local (universal), das oportunidades, da falta de um aparente "pó" cultural/histórico que caracteriza este continente que certamente tanto me atrai em tantos aspectos, o lado de cá ainda mais me estimula e enleva. Ao contrário da vox populi, é aqui que creio estão as oportunidades que todos poderemos "agarrar": é rico cultural e historicamente falando, é no centro do mundo, do NOSSO mundo, tem universidades, tem gente de todo o mundo, tem cinemas, teatros, exposições, óptimos restaurantes. Por outro lado tem inúmeros parentes e amigos à distância de um barco ou carril. Mas, mais importante ainda, permitirá certamente que, embora dando este passo profissional com um chão flutuante por baixo, fortaleça os meus pilares científicos, o que poderá a la longue, permitir, como desejo, que este chão flutuante, possa criar raízes fortes e nutritivas à chegada.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

PROMESSAS, CADA DIA UM POST, UM CAPÍTULO, ISSO SIM ERA O QUE PRECISAVA

Mas porquê? Que raio, não me vem inspiração para nada, sobretudo para aquilo que tanto preciso a minha adorada tese. Escrevo, risco, copio, colo aqui e ali, e tantos parágrafos já deixaram de fazer qualquer sentido, ai Deus........................... Onde procurar inspiração, onde encontrar a capacidade de sistematizar? Gostava de a dar a ler a quem gosto mas creio que nesta fase ainda está indigerível para quem está out. Ainda preciso de dias de leitura. Mas como? HELPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP!
Vou por aqui, pelo fresco, a molhar-me de vez em quando numa gota que consegue escapar aos ramos e ás folhas e, que sabe, conseguirei encontrar o que procuro.

Olhe, Glorinha, chame por mim, estarei algures à sombra deste caminho, a percorrê-lo ou a contemplá-lo.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

PRIMAVERA E AINDA SEMPRE A POSSIBILIDADE DE RENASCER



A imagem foi copiada, embora com legitimidade pois de alguma forma também sinto como minha, parte desta criação: hoje, desde muito cedo, sempre me vem à imagem este verde vigoroso da amendoeira, contrastando com o branco puro das flores, lindas. Num dia, hoje, em que literalmente desabou Lisboa.

Hoje senti-me "abandonada" à porta de um liceu onde tive uma reunião onde era suposto ter ido com 4 outros pais que na derradeira hora se "cortaram" ao confronto. À porta do liceu, á espera de entrar, ainda vacilei na minha missão pois além de estar sozinha, o que não estava inicialmente previsto, estava um papel colocado á porta a dizer que em 11 salas de aula, dado estarem alagadas, não haveria aulas! Ainda pensei, "que país este, ainda valerá a pena ir lá, sozinha, enfrentar o mundo, quando nada muda, nunca...............................? Lembrei-me de uma dedicatória da Sophia: "Para o Francisco, que me ensinou a coragem do cambate desigual" e entrei: fui, não caminhando pela sombra, convicta do que estava a fazer e a ter a plena noção de que tinha recebido e dado ( a mim própria), uma enorme lição: a desistência, inesperada, dos outros pais e a minha vontade de, ao lutar por aquilo que acredito, não ter vacilado. Creio que expus a minha imensa preocupação, sem receios e com a força com que a chuva caiu a noite inteira: devastadora mas simultâneamente geradora de vida, veremos.............................




sexta-feira, janeiro 18, 2008

MARCAÇÃO SERRADA

Não era possível resistir mais ás doces mas firmes, imposições da minha mais querida conselheira da blogoesfera ( e fora dela.........).


Após avisos à navegação de que andava a ser re-estruturada sem contudo apresentar resultados palpáveis, eles aí estão: 120 páginas de uma introdução para uma tese ainda sem um fio condutor claro, eficaz e cativante e 300 referências bibliográficas. Pois, mas ainda tudo para rever. Diria que da introdução, após séria revisão, restarão umas 60 páginas, ou seja half. Isto de trabalhar quase por conta própria e em assuntos tão técnicos, tem que se lhe diga. Sempre aguardo que a inspiração chegue para unir todos os textos e frases que ainda me soam tão soltos, tão desgarrados.


O trabalho é sobre osso e a possibilidade da sua substituição em larga escala. Tenho lido de tudo mas o mais extraordinário, que aqui tentarei colar, é uma imagem que faz parte de uma artigo, todo ele também extraordinário, que se chama "the history of tissue engineering" de Charles Vacanti. Neste artigo, para além da referida imagem, o autor diz que verdadeiramente a primeira referência à engenharia tecidular vem no livro do genésis, quando Deus faz a mulher a partir de uma costela do homem. A imagem , creio que fala por si mas de qualquer forma para quem nem acredite no que vê: um rato a quem foram administradas no dorso células estaminais produtoras de cartilagem no ouvido, desenvolveu um orelha completa no local da administração! Para se perceber bem a imagem, talvez facilite inclinar ligeiramente a cabeça para a esquerda de forma ver a orelha, deitada sobre o rato.

De resto tanto há por dizer que o melhor é estar em silêncio e ouvir e ler os outros, para não dizer asneiradas nem emitir opiniões precipitadas. O rato sim, deve agora ouvir bem o que se diz por aí.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

REESTRUTURAÇÃO

Pois é, apenas como sinal de que estou viva. Será certamente um dos desejos para 2008, recomeçar esta in (ex)trospeção através do blog.

Nesta história de desejos (como metas, sobretudo) para 2008, sempre vem ao de cima a minha alma de estudante-criança em que o início do ano escolar/Setembro e o início de um novo ano civil, são épocas de enorme entusiasmo interior pelo possibilidade que em teoria ou sonhos, oferecem de nos mudarmos, adaptarmos, melhorarmos, em suma, crescermos. Ainda e sempre acredito nisto.

Obrigada jojó por querer estar sempre linkada a mim.

terça-feira, julho 17, 2007

PIPO - TRIBUTO


Escrevo a cinzento por um pouco cinzenta estar a minha alma mas também por ser a cor predominante da tua pelagem. Pois é meu cão, fiquei a dever-te "uma"parte da tua-nossa vida. Infelizmente não fui capaz de perceber a tempo e horas, que deveria ter ido contigo, acompanhar-te e ajudar-te na tua partida. Por razões logisticas egoístas, não o fiz e agora sinto tanta pena. Contigo vivi durante 13 anos, tú que sempre estiveste ali quando me casei, nas gravidezes dos meus 3 filhos, quando eles nasceram, quando me senti triste, contente...... Nunca me abandonaste, traíste, respondeste torto, trataste com menos ternura e eu, deixei-te ir, assim sozinho........ Desculpa. Toda a vida não chega, não é? Estive sempre contigo, excepto neste momento final e não podia ter falhado. Esperarei que me cobres esta falha tremenda, e estarei cá para que o faças e tentarei perceber que és tú. Sempre brincamos lá em casa com as tuas recordações. A tua dona, a mais crescida dos mais pequeninos, no dia da tua partida, passou o dia agarrada a um "bambi" de pelouche que tem um perfil parecido contigo. Os outros lembram-se menos e sentem obviamente menos a tua falta mas falam em ti, frequentemente. Creio que jamais voltarei a querer ter um cão pois verdadeiramente considero-te insubstituível pelo que foste, pelo que para mim representaste. Sabes que o teu nome e em parte a tua existência, vem de um desejo antigo, pois vem da minha infância, de uma história que adorava, contada pela minha mãe. Nessa história da qual já não me lembro bem, havia um menino, que por insólito que possa parecer, tinha fios eléctricos e andava de bicicleta. Esse menino chamava-se Pipo e quando soube que irias passar a fazer parte da minha vida, nem hesitei, PIPO.
Pareço o A. Lobo Antunes com este texto, mas verdadeiramente precisava de conversar contigo e pedir-te desculpa e esta foi a via que entendi "certa". Estarei por aqui meu cão, pelos sítios que tão bem conheces, se quiseres aparecer vem, seja de que forma for, prometo estar atenta.