sábado, dezembro 28, 2013

Nativity




Se pudesse resumiria com estas três imagens

NATAL/(RE)NASCIMENTO/Renovação

Cada Natal, cada momento de silêncio junto do presépio ou o que vamos fazendo dele me faz pensar tanto, voltar tanto atrás, tentar ir tão à frente que fico tão confusa e me perco até mais um Natal. Parece-me tão simples reduzirmo-nos ao que verdadeiramente é essencial. Porque não consigo? O que me trava, o que me impede?! E é sempre assim, com tanta pena minha.

É como se por vezes a vida me passasse ao lado e por tão curta distância, ficando eu a pouquíssimos milímetros (per un pelo, diria o meu Pai) de ver o caminho certo da luz e da paz. Poucas vezes A vejo e assim a vida é sempre agitada demais, tornando-se por vezes quase insuportável. Pois é, por vezes é assim que me sinto e estranhamente em alturas de Natal onde perante tanta simplicidade mas tanta intensidade, sinto que tudo à roda parece querer "complexar-se". Que pena, parece-me tão fácil......


domingo, dezembro 01, 2013

Tristezas

"Mãe, a minha soul é Americana"


quarta-feira, outubro 02, 2013

Stuff on top of stuff (literally)

Tantos dias passaram, tantos sentimentos cresceram, uns ficaram do outro lado do Atlântico, outros cruzaram-no, mas aqui estou. We made it! Até me atreveria a dizer, não fora o estado de exaustão, que o saldo é positivo. Tem que ser, essa é a verdade. Sempre me vem à memória o sentimento que tive no início da nossa digressão de que no regresso teríamos a obrigação moral de sermos melhores de, à nossa dimensão, podermos fazer uma pequenina diferença na sociedade. Dessa forma retribuiríamos o privilégio que tivemos.

A vida tem que ser BEM cumprida, senão não vale a pena. No meio desta quase alucinação que tem sido o regresso ao trabalho, horários excessivamente longos, trânsito urbano, tarefas domésticos no topo de um dia too looooooong, por vezes perco-me e quase me fundo com o oceano.  Outras alturas há em que vislumbro o rio ao fundo de uma rua, uma casa bonita, sou super bem recebida ao chegar a casa que,................nessas alturas tudo vale a pena:

http://act.storyofstuff.org/page/s/growing-solutions

sexta-feira, agosto 16, 2013

terça-feira, agosto 06, 2013

Por enquanto a vida está assim. O entusiasmo, apesar da tristeza da partida, é grande


quinta-feira, agosto 01, 2013



Fantástico logotipo

quinta-feira, maio 30, 2013

Alanton Elementary School 2011-2012

Dear Parents


We give you back your children, the same children you confidently entrusted to our care last fall. We give them back pounds heavier,inches taller, months wiser, more responsible, and more mature than they were then.

Although they would have attained their growth in spite of us, it has been our pleasure and privilege to watch their personalities unfold day by day and marvel this splendid miracle of development.

We give them back reluctantly, for having spent nine months together in the narrow confines of a crowded classroom, we have grown close, have become a part of each other, and we shall always retain a little of each other.

Ten years from now if we meet on the street, your child and one of us, a light will shine in our eyes, a smile to our lips, and we shall feel the bond of understanding once more, this bond we feel today.

We have lived, loved, laughed, played, studied, learned, and enriched our lives together this year. We wish it could go on indefinitely, but give them back we must. Take care of them, for they are precious.

Remember that we shall always be interested in your children and their destiny, wherever they go, whatever they do, whoever they become. Their joys and sorrows we'll be happy to share.

We shall always be their friend. Love,

The 5th grade teachers 

domingo, dezembro 09, 2012



BAIA DE CHESAPEAKE - LAND WITH a VIEW

Em tempos idos passeie todos os dias por aqui. Agora está reservado a passeios de fins-de-semana e de bicicleta mas de cada vez que aqui volto a minha alma fica melhor, that's for sure.

segunda-feira, setembro 17, 2012

Um apelo firme e a doce sabedoria (espacial e temporal)







A distância e a idade permitem uma simbiose engraçada. A idade faz-nos certamente mais moderados, mais sensatos e permite-nos valorizar verdadeiramente o que é importante. Por outro lado e uma vez que na maioria das vezes nos impede de ver com clareza o que está perto, faz-nos ver mais além…………………A acrescentar a este fenómeno biológico natural e sem retrocesso, uma vez que estou longe do dia-a-dia português, essa distância e acuidade têm aumentado também (que privilégio ter acesso a esta fonte de sabedoria nesta fase da vida).

Se pudesse resumir o que defendo diria:

Sonho com um país em que os governantes defendam verdadeiramente os interesses dos cidadãos que os elegem, sem interesses escondidos;

Sonho com um país onde a aposta seja a total e absoluta transparência de pensamentos e acções;

Sonho ainda com um país com um excelente sistema de educação, um excelente sistema de saúde e um excelente sistema de justiça, tudo financiado com os impostos dos cidadãos.

Defendo que Portugal deveria fechar para balanço - FECHADO PARA BALANÇO (PROFUNDO) - Pura e simplesmente. Os políticos deveriam TODOS, sem nenhuma excepção, fazer um processo de reabilitação moral e cívica junto da sociedade civil. Aí sem lobbies, partidos por trás, cartões de crédito, carros de serviço, ajudas de custo e todas as mordomias de que há décadas usufruem, teriam que mostrar para que prestam, em que podem ser verdadeiramente úteis à sociedade. Hão-te ter um dom qualquer, disso tenho a certeza.

Meu Deus parece tão fácil?! Porque será que há décadas que nos afastamos de forma cada vez mais assustadora do que é importante para o nosso próprio bem-estar?! Por vezes interrogo-me se a classe política não poderia pura e simplesmente desaparecer e ser ocupada por cidadãos comuns, empenhados na defesa do bem público, ricamente preenchidos por experiências profissionais e familiares que connosco partilhassem? Será que não é possível? Será que já estamos tão presos a tais de interesses que já não o sabemos fazer? Não acredito pois é doloroso demais sequer conceber estas ideias.

Por favor quem não se identifica com estes mandamentos que se afaste e se junte à sociedade civil onde, diluindo-se, reaprenda a viver. 

Por favor deixem-nos reconstruir um país com um orgulho que já existiu, com ideais acima do simples enriquecimento pessoal, um país onde possamos sorrir com cumplicidade e orgulho face a uma medida de sucesso de quem nos governe, um país que veja mais e mais além. Sinto que temos muito desejo de concretizar todos estes “sonhos”, agora mais do que nunca.


quarta-feira, abril 11, 2012

O meu carro


How can you stay away from a (car) plate like this?!

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

USA

Passámos hoje a barreira de metade desta nossa aventura pelo Novo Mundo……..…….

Tanto há para contar, aprender e pensar que o melhor mesmo é o silêncio e a introspecção que ele proporciona.

Getting old

Por qualquer razão que desconheço, há meses esta música não me sai da cabeça

WHEN I'AM SIXTY-FOUR (64)
When I get older losing my hair,
Many years from now,
Will you still be sending me a valentine
Birthday greetings bottle of wine?

If I'd been out till quarter to three
Would you lock the door,
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?

oo oo oo oo oo oo oo oooo
You'll be older too, (ah ah ah ah ah)
And if you say the word,
I could stay with you.

I could be handy mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride.

Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?

Every summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight, if it's not too drear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera, Chuck, and Dave

Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view.
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, Wasting Away.

Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?

terça-feira, outubro 25, 2011

Outono


Seria bom que a nossa relação com os blogues fosse como com os amigos de longa data, sem silêncios embaraçosos, uma relação em que quase não são necessárias palavras, uma partilha de amizade mas sobretudo uma cumplicidade à prova de tudo. Há meses que pouco ou nada escrevo o que não signifique que não magique, ao pormenor, o que me apetece escrever por aqui. Creio que as ideias são tantas que até se alinham direitinhas dentro da minha cabeça. No entanto os dias vão passando e nada lhe digo e claro, acumulam-se silêncios e a sensação de a ausência ser tão longa que talvez já não valha a pena………………. Será que ele me perdoa e me devolve algum tipo de eloquência?

Começou verdadeiramente o Outono em Virginia Beach e com ele uma serenidade que o Verão nem sempre permite (de manhã por vezes mas nem sempre, e é preciso procurar com algum cuidado para não a assustar). Dias lindos, frios de manhã e ao final da tarde mas quentes o suficiente no meio destas brisas que lentamente já vão anunciando o inverno.

Neste Outono, no entanto, tenho tido dificuldade em fundir-me com o que a natureza me propõe. E pergunto-me, insistentemente, porquê? Procuro, procuro e nada encontro. Há dias pareceu-me vislumbrar alguma ansiedade no estabelecimento/manutenção de uma relação responsável, madura e terna com o meu filho Francisco. No meio de um imenso turbilhão de sentimentos acabei por achar que de facto o género masculino encerra para mim mistérios que talvez jamais consiga deslindar. Sinto isto com mais força no meu filho Francisco. Mas no meu próprio filho com 10 anos?! Será possível? Com as minhas filhas raparigas tenho também muitas vezes fúrias mas no final o comprimento de onda é o mesmo e por isso o diálogo flui sempre. Esta questão fulcral da vida da maioria dos homens que é permanentemente porem-se à prova mostrando que são melhores do que os outros pura e simplesmente aniquila-me. Lembro-me de ler em tempos que os rapazes tinham quase todos eles um crescimento algo penoso pois cheio de permanentes desafios, concursos, provas, não acompanhado de demostrações de afecto pois isso exclui-lo-ia dos ditos concursos ou provas. Não percebo, não gosto e não quereria nada “disto”. Mas não se pode ser diferente sendo ainda homem?! Ecoa sempre dentro de mim a minha própria voz a garantir peremptoriamente que sem qualquer espécie de dúvida seria a melhor mãe do Mundo. Como isso agora me parece distante e difícil de “implementar”.

Por isso neste Outono a serenidade tem-me obrigado a olhar demais para dentro de mim própria e isso, claro, tem muito que se lhe diga mas fundamentalmente deixa-me imensamente ansiosa. Desejo que o cair das folhas e a renovação que isso traz também a mim me renove.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Já 15 anos?!!!!!




Extraordinário caminho de partilha e apreendizagem

segunda-feira, agosto 08, 2011

Um texto bonito e de que gosto muito

"Um dia conheci-te e amei-te pois gostavas de mim como eu era, diferente de ti e foi assim que fomos crescendo e nos complementando. Por qq razão foste deixando de gostar de mim, querendo que eu fosse como tu, dizendo que te desrespeitava sendo diferente. Tenho a certeza que dentro de ti sabes como tenho orgulho no que fazes e no que defendes embora nem sempre concordando inteiramente. 
Tenho para mim que qq relação só pode ser baseada no respeito mutuo e isso obviamente implica respeitar a opinião de quem se ama ainda que pontualmente e diametralmente, oposta da nossa.
Gostava de saber que impulsos te movem para que queiras que te assemelhe? Não sou como tu e nunca serei pois dessa forma então deixarei de ser eu no entanto, amo-te................"

quarta-feira, julho 13, 2011

Maui - Hawaii



Os meus três "pássaros" pelas bandas do Pacífico. Aqui é verdadeiramente um desporto nacional, só fiquei foi cheia de inveja de não ter eu própria tentado. Grande divertimento.

segunda-feira, junho 06, 2011

Teca nos USA




"Thank you for sharing her with us". Frase tão bonita que me disse a professora da Teresa quando nos despedidos no final deste ano académico. Este ano tão rico e com tantos obstáculos iniciais para os meus 3 filhos mas que todos, cada um à sua maneira, transpôs tão bem.

domingo, maio 08, 2011

Spring Time


A primavera chegou e em toda a sua pujança. Dias lindos e longos. Milhares de pássaros a voarem e a cantarem desde manhã (muito cedo - "early birds" mesmo). Nunca como até agora tinha sentido qualquer interesse pela capacidade de identificar pássaros pelo seu canto mas agora, surpresa das surpresas sim................... e já consigo identicar gansos e "cardinals".

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

lessons to learn



UMA MATRICULA DE UM CARRO OFICIAL

Viajar e lidar de perto com realidades muito distintas das nossas sempre me fascinou. Fascina-me, creio, pela mera curiosidade de observar o dia-a-dia dos “outros” mas também pelo facto de sentir que podemos (e devemos) beber daquilo que de bom se faz fora de Portugal. Os EUA apesar de estarem incluídos nas chamadas civilizações ocidentais são muitíiiiisimo diferentes dos europeus. Desta minha experiência americana sinto quase como obrigação moral tirar o maior número de exemplos positivos norte-americanos e ter a sabedoria e a maturidade para os integrar na minha vida. Esta é definitivamente a maior lição que tenho aprendido. Um exemplo: será que este pequeno (grande) sinal de seriedade imporia mais respeito pelo bem comum? Eventualmente sim. Aqui toda a gente cumpre e sem qualquer ambiguidade ou sequer dificuldade..............

CARPACCIO

Em honra da minha querida Miss Pearls



Após alguns meses de busca e sucessivas explicações (isto aqui não é Nova York), conseguimos descobrir um "country butcher" que até tem uma "deli slicer" e que por isso nos preparou uma magnífica carne para carpaccio. Tudo o resto está tudo devidamente identificado e só à espera de vossa excelência para partilhar connosco a dita iguaria. Certamente que será recebida o melhor que soubermos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

O tempo e a sabedoria que sempre nos transmite

Por coincidência no dia dos 12 anos da Clarinha

Que uma conversa destas exige lentidão, previne-o o passo célebre das "Confissões" de Santo Agostinho: «Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; se desejo explicar a quem o pergunta, não o sei».
Sabemos que somos feitos de tempo, de idades, de cronometrias visíveis e invisíveis, de estações…
Sabemos que o tempo é a argila da vida. Do incomensurável oceano ao sucinto regato, da minúscula pedra ao elevado rochedo, da planta solitária ao vastíssimo bosque, tudo tem no tempo uma chave indispensável. Também nós somos modelados e lavrados, instante a instante, pelos instrumentos do tempo. Por vezes de um modo tão delicado que nem sentimos como ele, irreversível, desliza dentro e fora de nós. Por vezes, atormentando-nos claramente a sua voracidade, sentindo-nos perdidos na sua obsidiante vertigem.

Que é, pois, o tempo?

Nós dizemos, repetindo um provérbio que os latinos já usavam, que o tempo voa (tempus fugit). De facto, tudo o que é humano é feito de tempo, mas a experiência que mais vezes nos ocorre é a de não termos tempo. «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante para ti», explicou a raposa ao Principezinho. Há uma qualidade de relação que só se obtém no tempo partilhado. Por alguma razão, esse raro Mestre de humanidade chamado Jesus, disse: «Se alguém te pede para o acompanhares durante uma milha, anda com ele duas». Só com tempo descobrimos tanto o sentido e a relevância da nossa marcha ao lado dos outros, como o da nossa própria caminhada interior. Sem tempo tornamo-nos desconhecidos. Sem tempo falamos, mas não escutamos. Repetimos, mas não inventamos. Consumimos, mas não saboreamos. É verdade que mesmo num rápido relance se pode alcançar muita coisa, mas normalmente escapa-nos o detalhe. E Deus habita o detalhe.

Gosto muito do «Poema do Tempo» que vem no livro bíblico do Eclesiastes, pois nos expõe à consciência de que o tempo é uma arte que realmente possuímos e que somos chamados a desenvolver com sabedoria. Não é verdade que não temos tempo. A nossa vida está cheia de tempos. Precisamos identificá-los e tratar deles, como quem cuida de um tesouro. Não é a quantidade de tempo o mais determinante. Importante é perguntar-se o que fazemos do tempo e investir aí a matéria dos nossos sonhos.

«Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para afastar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para recusar,
tempo para guerra e tempo para paz.»


José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias da Madeira
02.01.11

quarta-feira, outubro 27, 2010

Fall Festival














Outono em VB
Observamos maravilhados este passado fim-de-semana em que fomos todos visitar Jamestown e Williamsburg. O de casa todos os dias, gratos, presenciamos. Uma fabulosa gradação de cor de vinho, encarnado, carmim e amarelo. Lindo.

sábado, outubro 16, 2010

"Guerra/Paz de sexos" - filhos e mães

Agora depois de ter tomado em mãos esta tarefa herculea de pôr o Francisco a ler bem inglês e de lhe enriquecer o vocabulário nesta mesma lingua (eu a quem também umas lições só me faziam era bem), todos os fins de tarde, faça chuva ou faça sol, com protestos das manas ou sem eles, nos sentamos os dois a ler um fantástico livro de "social studies" quase excluisvamente dedicado à história do estado da Virginia. Alguns progressos mas poucos, for the time being. Hoje ficamos os dois sozinhos pois resto da familia tinha ido buscar uma das avós que nos veio visitar. Após o já habitual momento de leitura, o que fazer? Eu queria ler, ele jogar computador, eu queria ver um program de bichos, ele wrestling. "A mãe quer jogar voley?" "E xadrez?" "E uns penalties lá fora?" "Oh Francisco..........isso não me apetece muito". "Oh mãe é que a mãe não interage muito!" Anda uma mãe a penar anos a fio para ouvir isto!

A minha amiga



Há semanas que esta aranha vive próximo do sitio onde me sento a ler jornais online, blogar, mandar emails, agendar esta minha nova vida, enfim tudo o que tenho feito neste secretária nestas últimas semanas. E é extraordinário pois se não soubesse diria que não é verdade pois ela aparece, vê-me e esconde-se de novo e assim ficamos durante alguns minutos até eu desistir pois ela nunca o faz. É uma verdadeira interacção. Achei que se tinha ido embora mas há dias, vendo-a a espreitar, consegui surpreendê-la neste maravilhoso grande plano. Para além de tudo tem esta "cara" fantástica. O que lhe acontecerá agora que o frio começou?

quinta-feira, setembro 02, 2010

Casa


Esta é a nossa fantástica casa onde um pouco de tudo se tem passado. Neste momento em alerta para o Earl, um furacão que teima em se aproximar.

Grande experiência esta de mudar de país e continente!

segunda-feira, agosto 30, 2010

VB - USA


Muito muito há para dizer around here. Vida totalmente nova mas o que talvez nos marque mais é a força da floresta ao lado de nossa casa. Esta imagem foi recolhida esta manhã nos preparativos para a escola. Antes estavam neste mesmo sítio, um esquilo, um pássaro a tentar aterrar para também tomar o seu belo pequeno-almoço e um coelho na relva a pastar.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Em honra do Tio APF


Ontem em Belém: sabe que estou a ficar gaga?! Falei em inglês para uns cães não perceberem?! Há dias estava com uma cunhada minha que estava com a cadela dela e estávamos em casa de umas pessoas que tinham um gato péssimo. Quando vi o gato passar e para que a cadela não percebesse, comentei: "the cat has just passed". A mais subtil e simultâneamente disparatada ironia e sabedoria de viver. Genial, como sempre.

Filmes infantis

No fim de semana passado lá foi mais um - "qualquer coisa e os minimeus, parte 2"............................e este foi demais pois é indescritível de mau e despertou em mim o que vinha crescendo há algum, tempo. Um ódio profundo aos filmes infantis, pelo menos os norte-americanos. A receita que seguem é muito simples: muitos efeitos especiais, muita (íssima) agitação e uma dose q.b. de violência. Isto não chega meus caros, é muito insuficiente e até faz mal ver e sentir. Mas olhem eu dessa já não provo mais nem deixarei os meus filhos provarem pois faz mal à saúde. Para além do filme em si, eu infelizmente creio que isto faz com que mais tarde os alunos na faculdade ou mesmo já no liceu, apresentem trabalhos de m....., em imensos power points, cheios de animação e pejados de fotografias de autores alheios mas cujo conteúdo vale zero e ficam muito admirados com as fracas classificações que obtêm.

Agora e daqui em diante, tardes chuvosas vou arranjar a "a música no coração"; "a famíla adams" e o que de melhor houver para aí para um belo programa de cinema em família.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Doçura matinal

É comovente a ideia que os miúdos têm da pura comunhão de sentimentos. No caso da minha filha mais nova se ela sonhou comigo É EVIDENTE que eu também sonhei com ela, daí que quando lhe peguei para a abraçar logo de manhã, disse-me: "a mãe lembra-se que hoje sonhou comigo? ". De facto estas dádivas não tem preço possível e cada dia que passa volto a agradecê-las.

domingo, dezembro 13, 2009

(para a ) CÉU




Há 15 anos, quando deixaste de fazer fisícamente parte do meu dia-a-dia jamais imaginei vir a sentir, como sinto, imensamente a tua falta. Não creio que seja pela presença física em si mas sim pela falta de partilha da alegria, das tristezas, das incertezas, dos disparates, tudo......................Não sabia, até te conhecer, que se poderia ter com uma amiga a cumplicidade que se tem com uma irmã ou irmão. Não sabia como se poderia conversar em silêncio com alguém por quem não corre o mesmo sangue, horas a fio, sem trocar nenhuma palavra, e no final a "conversa" ter sido tão compensadora e tão "certa".


Lembro-me que estava no Zimbabwe quanto soube que te tinhas ido embora para longe. Não pude despedir-me como desejaria e talvez também por essa razão me continue a ser tão pesada a tua ausência. Lembro-me também de como foram confusas as emoções na altura. Nunca tinha perdido ninguém próximo até então. Lembro-me numa tarde estar a ouvir a "Bohème" e, sem perceber porquê, ter repentinamente caído na realidade e aperceber-me que talvez não te viesse a ver mais face a face, e em silêncio e juro que foi mesmo sem nenhum ruído exterior, literalmente desabei em lágrimas. A minha avó Babá, com quem partilho essa vital conversa silenciosa, viu-me ao longe e de costas e, sem que como disse tivesse ouvido qualquer ruído, veio a correr abraçar-me e dizer-me para chorar o que fosse preciso para "ficar em paz". Ainda hoje lhe agradeço esse apoio precioso que me permitiu em parte despedir-me de ti. Ao longo destes quinze anos muitas vezes paro para pensar como seria se ainda estivesses por perto, o tanto que teríamos ainda partilhado. Há dois dias, à vinda da tua cidade, para onde quis o destino que fosse trabalhar, re-ouvi a "Bohème " e voltei, mais uma vez, a conversar contigo. Quase nunca oiço a tua resposta. Hoje apeteceu-me escrever-te, quem sabe se me lerás.

quinta-feira, novembro 26, 2009

BONS AMIGOS

Por razões (válidas) hoje apeteceu-me recordar isto:

Abençoados os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede,
não se compra, nem se vende.
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis.

terça-feira, novembro 17, 2009

Modéstia (ou falta dela...............)

Isto de escrever não apenas para nos relermos dá um certo gozo e é um estímulo à produção. Vou tentar manter as expectativas criadas.

sexta-feira, novembro 13, 2009

blogs versus facebook ou até twitter







Regresso................................................................................................................
Ora com coragem nada me custa dizer que pouco ou nada encontro de interessante nas redes sociais da moda e muito (e bom) encontro nos blogs. Sempre tive esta noção mas agora depois de experimentar tenho verdadeiramente a certeza. Se calhar não ando por onde devo mas esforço-me e sempre acho as ditas redes algo pobres. Quanto aos blogs a riqueza é máxima e para todos os gostos e estados de alma. Modéstia à parte até neste meu próprio blog lá vou encontrando alguns textos de que gosto.

Vou tentar manter-me por aqui embora com pouca regularidade pois os kilómetros e os compromissos também.

terça-feira, julho 07, 2009

Quando o telefone toca.........................

Músicas a pedido e não EDITADAS ou, sequer, COMENTADAS:

domingo, junho 28, 2009

A mais pura lógica do amor

Os meus 3 filhos estão a banhos com uma das avós para que eu possa, sem horários ou obrigações, acabar a minha tese, imprimi-la e entregá-la. Ontem em conversa telefónica nocturna, a Teresa após muitas perguntas e pedidos de "resgate" sempre começados por "Oh mãe....", rematou assim: "Mas oh mãe, a mãe pode não desligar, é que eu ainda tenho coisas para dizer à mãe. Mas oh mãe, a mãe gosta muito de mim? Adoro, respondi. "Então quando as mães adoram as filhas vêm logo buscá-las a casa das avós"! Espantoso como tudo pode ser simples.

terça-feira, abril 28, 2009

Sempre me angustiaram locais, painéis, sites, seja o que for totalmente desactualizados e é neste estado que anda este pobre assimassim. ASSIM vai-se despedir para não fazer má figura e, à semelhança do que se passa com a tese, quero dar por terminadas tarefas ainda que tarefas concluídas com perspectivas de futuro. Assim ficará o meu blog. ATÉ AO MEU REGRESSO. Diria que voltará lá para Setembro de 2009 .

quinta-feira, outubro 30, 2008

XVIII CIMEIRA IBERO AMERICANA




À laia de um salto tecnológico, inserido num plano do mesmo nome que tentamos cumprir e, sendo difícil levar Pastéis de Belém para El Salvador, vai um Magalhães?!





quinta-feira, junho 12, 2008

MAS QUE GRANDE BANQUETE


Este ano, á semelhança dos anteriores, não resistiram os meus filhos aos bichos de seda. Lá vieram para casa, atulhados em folhas de amoreira, felizmente apanhadas à porta de casa. Um dos bichos foi esmagado, sem querer, pela minha filha mais nova que lhe quis fazer, apenas, uma festinha. Agonizou durante 4 dias e acabou por sucumbir. Após algumas metamorfoses, lá passaram pela fase de casulo e at last, nasceram as borboletas. Este ano, como escasseavam as caixas de sapatos, foram comodamente instaladas numa caixa de esferovite. As borboletas levavam o dia a dar ás asas e a pôr ovos. O barulho maçava-me imensamente mas sobretudo maçava-me a perspectiva da imensidão de bichos que dali sairia. Já tinha eu ameaçado que uma vez tudo em ovos, nos iríamos ver livres daquela praga que se avizinhava para a próxima primavera. Esta manhã as coitadas tiverem um destino diferente pois o entomologista cá de casa, resolveu, contra todas as leis da biologia que diz que já não há destes bichos em natureza, devolvê-las á dita e pô-las num ramo de limoeiro onde ficaram, felizes até serem literalmente devoradas pelos pardais que também aqui vivem! (Nota: aqui no quintal, tudo se reproduz até cágados já nasceram). Triste sina a delas. O que fazer agora destes ovos órfãos?
Sei de uns amigos cujas borboletas foram devoradas pelos gatos da casa. Apesar de tudo imagino que os pardais tenham sido delicados na degustação.

sexta-feira, junho 06, 2008

MÚSICA E IMAGEM PARA HOJE E CERTAMENTE PARA AS FUTURAS SEMANAS

O titulo do post, remete para outros talvez mais eruditos. Este hoje, aqui, impõe-se pelo sucesso desta "descoberta" junto do membro mais novo cá de casa. Em êxtase total assiste a este minifilme, se fosse por vontade própria e devidamente autorizada, 20x por dia. Ah, este minifilme, reúne para quem não sabe, um mesmo lobo mau que atemoriza simultâneamente, a capuchinho vermelho e os 2 porquinhos preguiçosos! A psicanálise dos contos de fadas certamente explicará tudo isto.
Um pouco seca o minifilme, atente-se, o post , é mais de carácter informativo. A musiquinha, no entanto, é contagiante! "Who's afraid of the big bad wolf"

quarta-feira, maio 07, 2008

A SAGA DAS REUNIÕES - COMITES NUMEROSOS

Frequentementemente me interrogo sobre a real eficácia de 80% das reuniões a que vou. A partir de agora tudo se torna mais claro com a leitura deste estudo.

A que ilustro, embora pouco numerosa deve ter sido pouco produtiva

quinta-feira, abril 24, 2008

O CHARME E A FORÇA DISCRETAS DA MATERNIDADE



Estas imagens, confesso, por mais vezes que as veja despertam em mim uma enorme comoção dada a amálgama de sentimentos tão díspares mas tão fortes.

Em várias conversas e com interlocutores variados, tenho tido que além de achar Hillary uma candidata mais sólida, creio que sería um sinal importantíssimo para a Humanidade estar uma mulher à frente dos destinos dos EUA e do Mundo (goste-se ou não). Obama, para além da cor, não deixa de ser homem. Sería certamente um sinal da evolução da espécie.

Espanha, através de Zapatero deu este sinal. Nós, lado-a-lado damos passos atrás, retrógados, como com este abominável anúncio de um novo telemóvel da TMN para o dia da mãe.

E viva España!

terça-feira, abril 22, 2008

Antes da Eruca e depois da Eruca: A.E; D.E



Silvestre versus doméstica, de qualquer tipo, é verdadeiramente imprescindível. Percebo agora o sabor amargo dado ser aparentada com a mostarda, é isso mesmo!

Para mim tudo mudou desde que se massificou. É rara a salada que não ache deficitária destas folhas. O sabor é-me tão prazenteiro que muitas vezes saboreando alguns alimentos que em tempos achava completos, me acontece pensar que sem aquele sabor amargo estaladiço, jamais serão o que alguma vez foram.

Tenho uma amiga de quem gosto muito que diz que frequentemente se senta a ver televisão a deliciar-se com simples folhas de rucula, assim, sem mais nada. Aqui há dias ao ver o magnífico Olivier, quase a terminar umas banais sanduiches, disse que achava que faltava qq coisa e "ah, já sei, rucola!". É um pouco isto que também sinto.

Li numa destas revistas que aos fins-de-semana acompanham os semanários, que em português se deveria designar eruca e de facto o nome da "doméstica" é: Eruca sativa, sendo o da silvestre, Diplotaxis ericoides. Li também que tem várias propriedades que a recomendam: rica em vitaminas A e C, ferro e até nalgumas referências, com propriedades afrodisíacas o que nos tempos que correm é importante.

sexta-feira, abril 11, 2008

1 2 3 experiência

Pois em honra da excelentíssima e venerada Miss Pearls, cá vai um desejo de excelente fim-de-semana, eficazmente linkado.

quinta-feira, abril 10, 2008

segunda-feira, abril 07, 2008

CANTEEN FOOD



Os meus 3 filhos são aquilo que popularmente se designa por “boas bocas”, comem de tudo, com gosto e em quantidade. São naturalmente assim e prezo muito essa sua qualidade, pois acho verdadeiramente ser uma questão de princípio. No infantário que os mais velhos anteriormente frequentavam, há uma senhora que cozinha in loco e bem. Vinham sempre satisfeitos. À pergunta da praxe: “almocinho?”, a resposta era, invariavelmente, “óptimo”. Muitas vezes a brincar dizia que adoraria ir lá almoçar com eles, se me poderiam convidar. Nunca foi e sempre diziam, “ a mãe não pode, é só para nós”. Há 3 anos, a mais velha foi para escola primária, pública, onde, na maioria dos casos as refeições são fornecidas por uma empresa, seleccionada pela Câmara Municipal, neste caso de Lisboa. Desde o início que sempre tornei claro que iriam “comer da escola” pois achava que era o que me parece certo pois não só é mais prático para todos, como me parece importante para o desenvolvimento de uma criança, adaptar-se a novas situações, sejam elas quais forem, desde que obviamente não lhe sejam nocivas. Lembro-me da primeira vez que entrei para proceder ao pagamento das ditas refeições, numa ínfima salinha ao lado do refeitório, ter ficado atónita, com as restrições que alguns pais procuravam impor ás senhoras que lhes distribuem as refeições: “o meu filho do 2.º…., não gosta de arroz” ou “a minha filha do 4.º….não come peixe.” Certamente que nada daquilo é respeitado pois há lá tempo e paciência para “mimos” destes!
Enfim, lá encetamos as comezainas. Inicialmente até achava graça ao facto de ela e umas primas que vivem do outro lado da cidade, comerem exactamente o mesmo. Ao fim de pouco tempo, passou a queixar-se de forma constante e persistente: - “a comida é intragável”; “está sempre tudo gelado”; “os talheres estão imundos”; “A sopa parece cerelac”; “a carne sabia tanto a porco que nem consegui comer”; “como é que a mãe quer que eu descasque fruta com talheres de plástico?”; “a carne era tão dura que parecia uma sola”; “as primas já levam de casa”; etc, etc. Se fosse com outros miúdos, poderia achar que era uma mera forma de pressão, com os meus filhos o caso tem-me dado que pensar e já lá vão 3 anos que, estoicamente, resisto a estes desesperados apelos para levar comida de casa em vez de comer da cantina da escola.
Um dia, em conversa com uma irmã minha mais nova, de forte influência anglo-saxónica, queixava-se esta minha filha mais velha, fazendo descrições pormenorizadas da fraca qualidade que encontrava na comida. Após uma longa descrição, achando que tinha sido verdadeiramente convincente, respondeu-lhe a tia interlocutora, de forma redutora : “it’s canteen food”, como haveria de ser?! Este episódio, nomeou o post.
Assim fomos continuando embora tivéssemos feito um acordo tácito que quando o meu filho do meio fosse para lá, poderíamos rever a situação pois se os outros comem de tudo e bem, ele é o auge: há uns anos, ao sair do dito infantário onde quase sempre se comia bem, à pergunta: “almocinho”, respondeu com o ar mais natural do mundo: “batatas com espinhas”, sem qualquer rancor na voz, era apenas aquela a ementa do dia! Essa entrada deu-se no início deste ano lectivo. Inicialmente este meu filho rapaz (o único no meio de girls), foi-me dizendo que as sopas eram óptimas, que afinal eram alarmes falsos da mana mais velha, mas à medida que o tempo vai passando, passou a ser quase mais contundente nas críticas. Ontem tudo culminou ontem, em resposta à pergunta “almocinho?” “ a mesma MERDOVSKI de sempre!”
O QUE FAZER AGORA?!

sexta-feira, abril 04, 2008

Entardecer da vida (em conjunto)

Sala de espera:
um casal, ele com cerca de 70 anos e ela com 60s e tal. Após um exame médico cujos resultados, creio que seriam determinantes, ela explica-lhe, vagarosamente, que tudo estava bem. Diz-lhe ele , com um sorriso aberto, "que bom, sinto-me tão aliviado". A mulher, depois daquela reforçada dose dupla de energia, diz-lhe que irá ao cabeleireiro arranjar o cabelo. "mas está lindo assim", responde aquele adorável marido. Ela retribui com um beijo que coloca ao de leve na face dele. A tudo assisti ontem, com ternura.

terça-feira, abril 01, 2008

Ainda que correndo o risco de ser interpretado como a "mentira do dia", aqui vai:

"COMO É Q ARRANJA TEMPO PARA MAIS ESTE FILHO ? GOSTEI IMENSO DO ESTILO DO BLOG, REFLETE O SEU ESTILO PESSOAL - ESPONTÂNEO MAS REFLEXIVO, ACTUAL MAS COM VALORES, SÉRIO NO REALISMO DOS PROBLEMAS MAS LIGHT NA FORMA...E COM BOM GOSTO, CLARO ! "

(tele) NOVELAS PORTUGUESAS

Re-descobri o prazer de as voltar a ver, agora que os meus filhos mais velhos se tornam, cada dia, mais crescidos. Tem sido um "programa e pêras". Sempre que podemos, à noite, à hora a que começam, apesar das minhas ordens constantes, repetidas até à saturação para que cumpram todas as tarefas que permitem uma vida em sociedade familiar com qualidade, lá tentamos estar todos juntos para mais uma risota colectiva. Nesta fase da vida é essencialmente que sejam portuguesas na medida em que as vemos for the fun, apenas. É um gozo identificar-mo-nos com a língua, as expressões, as cidades, a arquitectura. A história, no entanto, é na maioria das vezes verdadeiramente inverosímil, daí o "programão" quase a raiar o cultural de chamar a atenção para a decoração da casa, para os diálogos para as relações entre as personagens, etc, etc. Mas o clímax é atingido com os pequenos almoços! Haverá tantas casas assim em Portugal com tantas criadas e sempre fardadas, impecáveis logo ás 07 de amanhã?! O ratio patrão/criada é elevadíssimo, o que creio acentua a nossa insularidade face ao resto da Europa mas essa é outra questão. Bom mas dizia, os pequenos almoços que todos os membros da família sempre tomam em conjunto, ainda que a espumar de raiva uns contra os outros?! Mesas preparadas com litros de variedades de sumos, sempre em jarros de cristal, bolos, tostas, pão fresco, fruta cortada?! Quem toma pequenos almoços destes em dias úteis?! Sempre gostaria de saber............. A predilecção pelas frutas tropicais é patente. Será que conferirá, na cabeça dos criadores dos argumentos, algum status social?

Invariavelmente acaba o programa para enorme privilégio nosso, com a minha filha mais velha a imitar algum dos personagens e os restantes espectadores domésticos a rirem. Serve para isto, um momento de calma e partilha de disparates. Imagino que o meu dever de mãe nesta fase devesse ser mais erudito em termos de partilha com os meus filhos mas nesta fase da vida não dá para mais..........................................................

terça-feira, março 11, 2008

SEMPRE AS DUALIDADES A PAUTAREM A VIDA

Muitas vezes quando estou com pessoas de quem gosto muito mas que por força da vida, o contacto não é tão frequente como desejaria e tanto, tanto fica para dizer, conversar, desmontar, voltar a montar..........., sonho em conseguir EDITAR o TEMPO. Corta, colar, acrescentar...........enfim, conseguir ter a disponibilidade temporal de há uns anos atrás mas sendo quem sou agora, com a minha realidade actual, a minha maturidade e ficar horas a fio, a desfiar a vida e a voltar a tecê-la de novo: conversar sobre sentimentos, política, moral em geral, culinária, rir, whatever, conversar sem demoras. Ontem, com a presença do meu pai para jantar, com todos à mesa, a conversa foi obviamente parca, sempre entrecortada com ordens para irem para a cama, lavando (bem) os dentes, conselhos para a mais pequenina não cair do sofá, etc, etc, etc. Quando achei que eram horas, em parte por isso mas também em parte por puro egoísmo, pus a minha filha mais pequenina (2 anos) na cama. Se calhar por achar que também ela tinha tanta coisa para contar ao avô, revoltou-se e foi choramingando. Quando após várias tentativas falhadas dos manos para a tranquilizarem fui lá eu, já chorava a sério e dizia que lhe doía um ouvido. Sabia eu, como sua mãe (plenamente convicta de que lhe leio a alma) que na verdade não era o ouvido que doía. Com pouca paciência, peguei-lhe ao colo e dei-lhe água. Com a água disse-me timidamente que a dor de ouvido passara. Depois fiz-lhe uma festa na cabeça e dei-lhe um beijinho; disse-me ao ouvido: obrigada mãe. Quase chorei com a força destes sentimentos tão puros. Tive vontade de despir o meu bibe de educadora e trazê-la de novo para a sala mas não o fiz e pu-la na cama de novo onde, serenamente, adormeceu. Creio que deve ter sonhado com conversas com o avô, "meu amigo", como o caracteriza.

quinta-feira, março 06, 2008

compras online - JUMBO, aqui vou eu!
















ai, concorrência............
Ontem, como todos os meses de um par de anos a esta parte, mais concretamente, creio que desde a época das gravidezes iniciais e o cansaço inerente a fazer compras "grandes", recebi a encomenda das compras do continente online. Inédito, entregaram tudo, não ficaram os lacticínios, nem as fraldas, nem os ovos na carrinha!!! "o meu colega vai levar amanhã................." "mas, oiça, eu preciso das fraldas hoje!". Resultado, frequentemente por tanto protestar, oferecem em troca a taxa de entrega seguinte.
Avisada (e não em sonhos), que em vez de umas barras de queijo flamengo (assim dito soa mal, mas o queijo é óptimo e tem 5 incondicinais fãs cá em casa), ia igual quantidade mas fatiada (2 kg de queijo em fatias! "...que disparate, onde se arruma e desta forma os miúdos comerão muito mais!" Enfim, FORRETICES). Afinal chegou numa mega barra com 2,5kg! Ao conferir à noite a factura, ver o Dr.House e emparelhar meias, tudo em simultâneo, vi que me tinham cobrado €62 pela dita barra ou deveria dizer, lingote de queijo! Esta manhã protestei veementemente. Que pediam descupa, que ofereceriam a próxima entrega (!) e que me reembolsariam o dinheiro! Bolas mas o que eu quero é ficar com o queijo! Ridículo dos ridiculos , estive cerca de 15 minutos ao telefone com a menina do atentedimento só para lhe explicar que quero apenas ficar com a barra de queijo em meu poder!! Nada, tenho que entregar e têm que me devolver o dinheiro. Burocracia online para dar e vender. Assim, sem apelo nem agravo, lá terei que entregar e ir comprar queijo somewhere else, o que queria a todo o custo evitar.
Hoje mandei carta de reclamação (pufff, que seca!). Efectivamente creio que desta é que é, tenciono desistir deste serviço pois é desgastante todos os meses ter que apresentar uma reclamação mas é sobretudo extenuante não observar melhoras no serviço, apesar das reclamações recorrentes. Creio que irei adoptar a técnica de um parente antigo que frequentemente reclamava mas fazia-o através de "bilhetes postais" para dar conhecimento aos directamente visados e a mais alguém que olhasse. Pode ser que seja mais eficaz.


sexta-feira, fevereiro 29, 2008

novo mundo versus velho mundo













Após meses de silênciosa ponderação, com sonhos, pesadelos, ansiedades, serenidades, creio estar da minha parte a decisão tomada: apesar da lingua local (universal), das oportunidades, da falta de um aparente "pó" cultural/histórico que caracteriza este continente que certamente tanto me atrai em tantos aspectos, o lado de cá ainda mais me estimula e enleva. Ao contrário da vox populi, é aqui que creio estão as oportunidades que todos poderemos "agarrar": é rico cultural e historicamente falando, é no centro do mundo, do NOSSO mundo, tem universidades, tem gente de todo o mundo, tem cinemas, teatros, exposições, óptimos restaurantes. Por outro lado tem inúmeros parentes e amigos à distância de um barco ou carril. Mas, mais importante ainda, permitirá certamente que, embora dando este passo profissional com um chão flutuante por baixo, fortaleça os meus pilares científicos, o que poderá a la longue, permitir, como desejo, que este chão flutuante, possa criar raízes fortes e nutritivas à chegada.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

PROMESSAS, CADA DIA UM POST, UM CAPÍTULO, ISSO SIM ERA O QUE PRECISAVA

Mas porquê? Que raio, não me vem inspiração para nada, sobretudo para aquilo que tanto preciso a minha adorada tese. Escrevo, risco, copio, colo aqui e ali, e tantos parágrafos já deixaram de fazer qualquer sentido, ai Deus........................... Onde procurar inspiração, onde encontrar a capacidade de sistematizar? Gostava de a dar a ler a quem gosto mas creio que nesta fase ainda está indigerível para quem está out. Ainda preciso de dias de leitura. Mas como? HELPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP!
Vou por aqui, pelo fresco, a molhar-me de vez em quando numa gota que consegue escapar aos ramos e ás folhas e, que sabe, conseguirei encontrar o que procuro.

Olhe, Glorinha, chame por mim, estarei algures à sombra deste caminho, a percorrê-lo ou a contemplá-lo.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

PRIMAVERA E AINDA SEMPRE A POSSIBILIDADE DE RENASCER



A imagem foi copiada, embora com legitimidade pois de alguma forma também sinto como minha, parte desta criação: hoje, desde muito cedo, sempre me vem à imagem este verde vigoroso da amendoeira, contrastando com o branco puro das flores, lindas. Num dia, hoje, em que literalmente desabou Lisboa.

Hoje senti-me "abandonada" à porta de um liceu onde tive uma reunião onde era suposto ter ido com 4 outros pais que na derradeira hora se "cortaram" ao confronto. À porta do liceu, á espera de entrar, ainda vacilei na minha missão pois além de estar sozinha, o que não estava inicialmente previsto, estava um papel colocado á porta a dizer que em 11 salas de aula, dado estarem alagadas, não haveria aulas! Ainda pensei, "que país este, ainda valerá a pena ir lá, sozinha, enfrentar o mundo, quando nada muda, nunca...............................? Lembrei-me de uma dedicatória da Sophia: "Para o Francisco, que me ensinou a coragem do cambate desigual" e entrei: fui, não caminhando pela sombra, convicta do que estava a fazer e a ter a plena noção de que tinha recebido e dado ( a mim própria), uma enorme lição: a desistência, inesperada, dos outros pais e a minha vontade de, ao lutar por aquilo que acredito, não ter vacilado. Creio que expus a minha imensa preocupação, sem receios e com a força com que a chuva caiu a noite inteira: devastadora mas simultâneamente geradora de vida, veremos.............................




sexta-feira, janeiro 18, 2008

MARCAÇÃO SERRADA

Não era possível resistir mais ás doces mas firmes, imposições da minha mais querida conselheira da blogoesfera ( e fora dela.........).


Após avisos à navegação de que andava a ser re-estruturada sem contudo apresentar resultados palpáveis, eles aí estão: 120 páginas de uma introdução para uma tese ainda sem um fio condutor claro, eficaz e cativante e 300 referências bibliográficas. Pois, mas ainda tudo para rever. Diria que da introdução, após séria revisão, restarão umas 60 páginas, ou seja half. Isto de trabalhar quase por conta própria e em assuntos tão técnicos, tem que se lhe diga. Sempre aguardo que a inspiração chegue para unir todos os textos e frases que ainda me soam tão soltos, tão desgarrados.


O trabalho é sobre osso e a possibilidade da sua substituição em larga escala. Tenho lido de tudo mas o mais extraordinário, que aqui tentarei colar, é uma imagem que faz parte de uma artigo, todo ele também extraordinário, que se chama "the history of tissue engineering" de Charles Vacanti. Neste artigo, para além da referida imagem, o autor diz que verdadeiramente a primeira referência à engenharia tecidular vem no livro do genésis, quando Deus faz a mulher a partir de uma costela do homem. A imagem , creio que fala por si mas de qualquer forma para quem nem acredite no que vê: um rato a quem foram administradas no dorso células estaminais produtoras de cartilagem no ouvido, desenvolveu um orelha completa no local da administração! Para se perceber bem a imagem, talvez facilite inclinar ligeiramente a cabeça para a esquerda de forma ver a orelha, deitada sobre o rato.

De resto tanto há por dizer que o melhor é estar em silêncio e ouvir e ler os outros, para não dizer asneiradas nem emitir opiniões precipitadas. O rato sim, deve agora ouvir bem o que se diz por aí.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

REESTRUTURAÇÃO

Pois é, apenas como sinal de que estou viva. Será certamente um dos desejos para 2008, recomeçar esta in (ex)trospeção através do blog.

Nesta história de desejos (como metas, sobretudo) para 2008, sempre vem ao de cima a minha alma de estudante-criança em que o início do ano escolar/Setembro e o início de um novo ano civil, são épocas de enorme entusiasmo interior pelo possibilidade que em teoria ou sonhos, oferecem de nos mudarmos, adaptarmos, melhorarmos, em suma, crescermos. Ainda e sempre acredito nisto.

Obrigada jojó por querer estar sempre linkada a mim.